Tire sua dúvida: Como parcelar?

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Uma leitora e colaboradora do blog me escreveu e-mail onde pergunta como não se perder nos inúmeros parcelamentos que faz…

Essa é sem dúvida uma das questões que mais ouço e sei como as compras em que optamos por parcelar acabam atrapalhando nosso bolso, sejam elas feitas por crediários, cartões de crédito ou mesmo cheques pré-datados. Entendo que a causa principal do problema seja a falta de memória quanto aos inúmeros parcelamentos feitos, e como consequência o esquecimento do total a ser pago no curto prazo.

Vale notar que nos financiamentos imobiliários ou de bens duráveis como automóveis, por exemplo, dificilmente nos esquecemos de inclui-los em nossos controles, talvez pelos fatos de: (a) as prestações deste tipo de financiamento serem altas, fazendo com que a tomada de decisão da compra seja avaliada com maior cautela; (b) os bens em questão fazem parte dos ativos de quem os adquire, podendo, no caso de inadimplência, serem tomados pelos credores, o que, indiretamente torna os devedores mais cuidadosos com os compromissos assumidos; (c) os prazos destes empréstimos são longos, normalmente acima de um ano, contribuindo assim para a memorização do compromisso. Não vejo tais características na aquisição de um sapato em três vezes, muitas vezes até por impulsos de consumo, concorda?

Assim, um dos primeiros aspectos a avaliar é o limite que cada um pode arcar com esses financiamentos de curto prazo. Minha sugestão é que você, em primeiro lugar, determine a renda líquida que sobra a cada mês: do salário (já abatidos dos impostos e demais descontos em folha), diminua todas as despesas que você já conheça o valor e que façam parte da sua rotina, tais como a prestação da casa própria (ou o aluguel), o condomínio, os impostos, a mensalidade escolar, o plano de saúde, a gasolina, o supermercado, etc. O valor encontrado, se positivo, lhe dará uma primeira ideia de quanto você poderá assumir de compras parceladas por mês. Por precaução, reserve pelo menos 20% do resultado encontrado para cobrir eventualidades.

O passo seguinte é, partindo deste limite, ir abatendo as diversas prestações feitas, evitando assim que novas compras a crédito levem-no a ultrapassar os recursos que você tem para liquidar os compromissos. Por exemplo, se para o próximo mês você calculou que terá R$ 1.000 livres (80% do limite que citei) e já tem um carnê a pagar onde a próxima parcela vale R$ 300 e um pré-datado no valor de R$ 150, a soma das parcelas de novas compras a prazo que cairão no mês que vem não poderá ser superior a R$ 550 (=R$ 1.000 – R$ 300 – R$ 150). Simples assim!

Por último, recomendo que anote (ou monte uma planilha) listando aquelas parcelas – justamente as mais esquecidas! – que cairão nos meses seguintes ao próximo mês. No exemplo anterior, admitindo que o próximo mês seja janeiro, e que no carnê com parcelas de R$ 300, após a próxima prestação você ainda tenhs mais duas de mesmo valor, sua planilha deverá listar R$ 300 em fevereiro e março. E, caso os limites para estes meses sejam respectivamente de R$ 800 (por conta do IPTU) e R$ 500 (por conta do IPTU e do IPVA), você terá “direito” a fazer mais R$ 500 em parcelamentos que caiam em fevereiro (=R$ 800 – R$ 300) e R$ 200 em março (=R$ 500 – R$ 300). Claro que tudo isso se você não quiser se enrolar, não é mesmo?

Um grande abraço e até a próxima dúvida!

Sobre o autor

Roberto Zentgraf
Roberto Zentgraf

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