Financial Advisor: você ainda vai ter um! (1)

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Reconheço que a vida do brasileiro não anda nada fácil. E não falo tão somente para os que hoje enfrentam dificuldades para fechar o orçamento, tema que, em um artigo aqui, outro artigo ali, tratei, ainda que não tenha esgotado assunto.

Falo também para aquele grupo menor que, conseguindo fazer sobrar um pouco a cada mês, não tem obtido rentabilidades suficientes para sequer acompanhar a inflação, que em 12 meses, já está batendo quase nos 10%. É o seu caso, meu querido leitor? Então o artigo de hoje poderá ajuda-lo, acompanhe-me!

Na intenção de boa dos aplicadores, ganha a popular Caderneta, seja por conta da isenção de imposto, seja pela fácil compreensão de seu funcionamento ou até mesmo por conta da ideia equivocada de ser este o único investimento protegido… Mas, se olharmos quanto ela rendeu nos últimos 12 meses, concluiremos que o poupador está pagando para deixar de consumir, ao invés de – objetivo de qualquer investimento com o mínimo de racionalidade – obter alguma recompensa pela sua renúncia. Pode isso, Arnaldo?

Mesmo não sendo o Arnaldo, eu respondo: claro que não pode! Mas por que isso acontece? Sem medo de errar a resposta a esta segunda questão, eu citaria que a falta de tempo aliada à falta de conhecimentos específicos dos aplicadores, país afora, os tornam reféns de investimentos inadequados a suas metas de médio e longo prazo dentro de perfis de risco que seriam capazes de suportar, simples assim. Faz sentido, afinal, se você, por exemplo, é um médico, sua fonte de renda – e de preocupações – é com seus pacientes, seus maiores esforços irão se concentrar na excelência de sua profissão, e não nas nuances do mercado financeiro, não é mesmo?

Olhando como funciona o mercado de produtos de investimento lá fora, principalmente nos Estados Unidos, observamos que hoje em dia, praticamente todos os investimentos são feitos fora do ambiente bancário, ainda que se utilize dos produtos comercializados pelos bancos, tais como títulos, CDBs, fundos e outros. O papel dos conselheiros financeiros – ou Financial Advisors (FA) – é, no caso dos investimentos (mas sem se resumir a unicamente esta função, já que também realizam planejamentos diversos), apresentar diferentes alternativas provenientes de diversas instituições financeiras que se adequem ao perfil e às metas do investidor.

De cara já dá para ver que, contando com um maior conjunto de opções para investir, ganha o aplicador, ao não ficar unicamente restrito às propostas existentes no banco onde tem sua conta corrente, concorda? Trazendo um exemplo bem simples, suponha que você vá investir metade de seus recursos em um fundo de renda fixa e a outra metade em um fundo de renda variável… Pode ser que na renda fixa o Banco A obtenha melhor performance, mas não na renda variável, onde o Banco B é quem tem melhor histórico. Um FA atento conseguirá expandir suas possibilidades ao ter conhecimentos do mercado como um todo, que tal?

No Brasil a figura do FA independente ainda está se firmando e os grandes bancos, atentos a este potencial mercado já começam a oferecer a figura dos planejadores/orientadores financeiros, profissionais sem dúvida bem formados mas que no entanto, carecem da independência que um FA nos moldes americanos oferecem: lembre-se de que, trabalhando em uma instituição financeira, dificilmente irão orientá-lo a investir fora do grupo de onde recebem sua remuneração. Há ainda muito o que falar sobre o papel deste importante profissional, e prometo voltar ao tema em futuros artigos!

Um grande abraço e até a próxima!

Sobre o autor

Roberto Zentgraf
Roberto Zentgraf

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